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Viagem

Onde ficar em Angra dos Reis e como escolher a região

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Enseada de mar calmo com barcos ancorados e morros cobertos de mata ao fundo

Angra dos Reis é grande e espalhada, com centenas de ilhas e um litoral extenso, e por isso a escolha da região pesa mais que a escolha da hospedagem. Ficar no lugar errado significa passar a viagem dentro do carro ou dependendo de barco.

Este texto organiza as regiões e o que cada uma resolve. Sem indicação de estabelecimentos e sem valores, que variam muito por temporada.

As regiões e o que cada uma serve

  • Centro e entorno: concentra serviços, comércio e o cais de onde partem passeios de escuna. É prático para quem não quer se deslocar muito e vai fazer passeios de barco.
  • Praias da costa continental: faixa com praias de fácil acesso por estrada, boa para quem viaja de carro e quer alternar praia e cidade.
  • Ilha Grande: pertence a Angra e é um destino em si. Não tem carros, o acesso é por barco e o ritmo é completamente diferente.
  • Trecho em direção a Paraty: mais afastado, com praias tranquilas e menos estrutura, indicado para quem busca sossego.

A decisão principal é entre continente e Ilha Grande. São experiências distintas, e tentar fazer as duas em poucos dias resulta em muito tempo de travessia e pouco tempo de praia.

Ilha Grande exige planejamento próprio

Na ilha não circulam veículos, e o deslocamento é a pé, por trilha, ou de barco. Isso muda a mala, o calçado e o ritmo. A vila principal concentra a hospedagem e os serviços, e as praias mais afastadas exigem caminhada ou embarcação.

As travessias saem de pontos determinados do continente, com horários definidos, e a última do dia costuma ser cedo. Perder o horário significa dormir onde não estava previsto.

Segurança nas travessias e nas trilhas

  • Use embarcação regularizada, com colete salva-vidas disponível para todos a bordo.
  • Confira as condições do mar antes de contratar passeio, e aceite cancelamento por mau tempo sem insistir.
  • Em trilhas, vá acompanhado e leve água, porque os trechos são mais longos do que parecem no mapa.
  • Informe alguém do seu roteiro quando for para praias afastadas.
  • Atenção à correnteza em praias abertas, que não têm a calmaria das enseadas.

Sinal de celular é irregular em várias praias, e não convém contar com ele para se orientar.

Quando ir

O verão concentra sol e também chuva forte de fim de tarde, além do maior movimento e dos preços mais altos. A primavera e o outono costumam oferecer mar calmo e menos gente, com dias ainda quentes.

Feriados prolongados lotam as travessias e as estradas de acesso, e o congestionamento no retorno é parte do roteiro se você viajar nessas datas.

Como chegar

  1. De carro, pela rodovia litorânea, com trechos de serra e curvas.
  2. De ônibus, com linhas regulares partindo do Rio de Janeiro e de São Paulo.
  3. Para Ilha Grande, travessia de barco a partir dos pontos de embarque do continente.
  4. Dentro do município, os deslocamentos entre praias podem ser longos.

Na estrada, atenção a neblina e a chuva na serra, situação comum na região e principal causa de acidente no acesso.

Outros destinos de litoral

Para praia no Nordeste com perfil parecido de vila e natureza, veja onde se hospedar em Itacaré. Litoral norte paulista aparece em o que fazer quando chove no litoral.

Destinos de natureza distintos ficam em as dunas maranhenses e suas bases de acesso e como se chega ao arquipélago. Para interior, existe o fim de semana em Guararema e a menor cidade deste roteiro.

Passeio de escuna: o que perguntar antes

O passeio de barco é o programa mais procurado, e a qualidade varia bastante. Antes de fechar, confirme quantas paradas o roteiro faz, quanto tempo dura cada uma, se há alimentação incluída e qual a lotação da embarcação.

Barco muito cheio reduz o tempo de água em cada parada, porque a subida e a descida consomem o cronograma. E confirme sempre a existência de colete para todos a bordo, item que não é negociável.

Perguntas frequentes sobre onde ficar em Angra

Centro ou praia?

O centro é prático para serviços e passeios de escuna. As praias da costa favorecem quem vai de carro e quer mais sossego.

Vale ficar na Ilha Grande?

Vale, mas como destino próprio. Não há carros, o acesso é por barco e o ritmo é outro.

Dá para conhecer continente e ilha em poucos dias?

Fica corrido. As travessias consomem tempo, e o resultado costuma ser pouca praia e muito deslocamento.

Qual a melhor época?

Primavera e outono equilibram mar calmo, calor e menos movimento. O verão é mais cheio e mais chuvoso à tarde.

Precisa de carro?

No continente, ajuda muito. Na Ilha Grande, não serve para nada, porque não circulam veículos.

Como escolher o passeio de barco?

Por embarcação regularizada, com colete para todos, e aceitando cancelamento quando o mar não permitir.

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